sábado, 20 de outubro de 2012
D. Policarpo
"Até que ponto construímos saúde democrática com a rua a dizer como se deve governar? (...) O que está a acontecer é uma corrosão da harmonia democrática, da nossa constituição e do nosso sistema constitucional"
"não se resolve nada contestando, indo para grandes manifestações" e, tão pouco, "com uma revolução", uma vez que "estes problemas foram criados ao longo de muito tempo", criticando a "reacção colectiva a este momento nacional, que dá a ideia de que a única coisa que se pretende é mudar o Governo".
"a democracia faz-se vencendo etapas como estas" e que "existem sinais positivos (...) e que estes sacrifícios levarão a resultados positivos" em Portugal e na Europa.
"O que eu sei é que a situação se criou dentro de um sistema económico-financeiro em que estamos inseridos, na União Europeia, e é lá que temos de encontrar as soluções"
"a arte política é embrulhar esse caminho (...), promovendo a equidade", se possível, protegendo os mais desfavorecidos e que, nesse capítulo, "a Igreja tem uma palavra".
"Não nos peçam que entremos na balbúrdia das opiniões", disse, explicando que não gostaria que a sua voz fosse "mais uma entre a confusão das opiniões".
Citações de D. José Policarpo
Democracia ("demo+kratos") é um regime de governo em que o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo), directa ou indirectamente, por meio de representantes eleitos — forma mais usual. Uma democracia pode existir num sistemapresidencialista ou parlamentarista, republicano ou monárquico.
As Democracias podem ser divididas em diferentes tipos, baseado em um número de distinções. A distinção mais importante acontece entre democracia directa (algumas vezes chamada "democracia pura"), quando o povo expressa a sua vontade por voto directo em cada assunto particular, e a democracia representativa (algumas vezes chamada "democracia indirecta"), quando o povo expressa sua vontade por meio da eleição de representantes que tomam decisões em nome daqueles que os elegeram.
Esta é a definição de democracia, sempre levei em consideração este senhor, até porque sempre me pareceu alguém coerente, e enquanto grande representante da igreja em Portugal, a exigência é de facto essa.
Fiquei abismada com o poder destas citações, e ainda faltam outras que poderão encontrar no meu post anterior, sendo que a definição de democracia em cima transcrita, julgo eu elucidar até o menos inteligentes do seres.
É triste que numa altura como esta, na qual o povo necessita de consolo, força, e alento, venha este senhor fazer insinuações de que a responsabilidade de termos chegado a este ponto é dos portugueses, e que venha dizer, que nós, o povo que elege, não tenha direito de fazer cair por terra um governo que independentemente de ser ou não culpado, todas as semanas tomam medidas, que visam desfavorecer quer os que mais precisam, quer os chamados classe média, que por sinal são estes ainda que fazem mexer alguma da economia, porque a tendência é sempre em favor da classe mais alta, não vão mudar o dinheiro e empresas para outro lado e assim os Boys do governo, não lhes conseguirem colocar as unhas em cima, para além do jogo de cadeiras se tornar um suplicio, e algo extremamente incomodo se tiverem que mudar de país.
Como assim a igreja quer salvaguardar os mais desfavorecidos? Afinal… quem é que está nas manifestações? Não serão os mais ressentidos?
O descontentamento geral, não tem que ser visto enquanto base de uma religião, alguém com fé, resigna-se com o bom, e com o mau porque Deus assim quis, chame-se ele desse modo ou outro nome qualquer… será que os portugueses deverão sentir a mesma resignação enquanto anos e anos de má governação e serem responsabilizados por isso? O discurso deverá ser o mesmo, apenas mudando o sujeito “Deus” por “Governo”?
É de lamentar, uma instituição que tem demais privilégios tentar alertar e dizer qual o melhor modo de um povo cujos sonhos estão destruídos se deva comportar, até porque muitos já agem em função do desespero.
Ainda mais de lamentar além de não pagarem impostos, auferirem de ordenados pagos pelos fieis, e falamos de praticamente 10, repito, 10 ordenados mínimos, obras nas paroquias pagas pelo estado, e todas a receitas das mesmas, não têm que justificar e é para consumo da paroquia, não admito que venha dizer, que para além de não devermos contestar, somos os responsáveis porque pedimos tudo ao estado… e o pobre coitado inicia actos misericordiosos sem fim…
Pois eu digo-lhe o que o estado dá, para além de retirar os sonhos dos Portugueses, E ESTES NÃO SÃO OS RESPONSÁVEIS PELA DEGRADAÇÃO DO PAÍS, NEM DA INCOMPETÊNCIA DOS GOVERNANTES ACTUAIS OU DO PASSADO, NEM MESMO AQUELES QUE EXERCERAM O SEU DIREITO AO VOTO, DANDO-LHES O PODER!
Pois eu digo-lhe meu caríssimo, que a única coisa que o estado alguma vez deu… foi um corno… e de momento, está-me em falta a ponta de outro, porque até isso está em vias de acabar… deve ser certamente com isso que andam a jogar golfe.
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