Nem todas as perguntas têm respostas... e é no silêncio que encontramos as mesmas...
O
tempo traz resignação, perdão... calma que a determinada altura nos foi
roubada... Aos poucos, a lagarta asquerosa em que nos tornámos, inicia o
processo de metamorfose, isolando-se do mundo no seu casulo, e dali
sairá uma bela e graciosa borboleta... e assim é como tudo na nossa
vida, para obter essa graciosidade, é necessário passar por esse
doloroso processo... aliás, o conhecimento e maturidade estão
eternamente de mãos dadas com o sofrimento... e com isto digo tudo...
Aprende-se
a perdoar, sem querer repetir o mesmo erro, ou reviver a mesma
situação, e independentemente de tudo, mágoas ou ressentimentos são
ignorados, afinal se algo, alguém ou determinada situação nos transmite
ensinamentos, isso vai contribuir para aquilo que nós verdadeiramente
somos...
Então se nós somos esses fragmentos de
conhecimento transmitido de alguma forma um pouco mais dolorosa... não
será uma forma de também se aprender a lidar com o perdão? Não deveremos
nós então reparar que todo o sofrimento que nos foi afligido foi a
propósito de adquirir conhecimento e capacidade de nos superar-mos em
alturas de crise, seja elas quais forem? Somente assim nós crescemos
emocionalmente e espiritualmente... dói... claro que sim... mas quem
disse que crescer e aprender não o é?
Está na hora de ver o copo meio cheio... Vamos começar hoje???
Crónicas do mundo da lua
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Crise de valores
Será de mim?
No decorrer dos tempos, tenho vindo a notar uma perda de valores acentuada, lembro-me de meus pais ensinarem-me uma lista de palavras chave:
- bom dia/tarde/noite, por favor, obrigada, desculpa.
Mais do que isso ensinaram me que a educação é isso mesmo, educação, e sem ela é impossível não gerar problemas, ou fricções, lembro-me quando eu era miúda, havia o cuidado de cumprimentar quem passava na rua, havia uma certa delicadeza, e a tão por mim prezada e supramencionada...
Perdeu-se, sim, de facto a geração mais nova não o faz, mas foram educados por quem? Por uma outra geração que actualmente colocou os ditos valores numa casa de penhores, procuro justificar, o porque desta alteração de comportamento quando o tempo que se perde por o ter, é exactamente o mesmo, e os benefícios inerentes são mais que muitos, numa altura onde todos passam por privações e provações, não julgo que isso seja motivo para se destratar alguém, ou não se ser educado, as pessoas tornaram-se egoístas, egocêntricas, pouco cuidadosas, exigentes com com o que não devem, que quase passa por prejudicar sempre 3s.
O conflito está na ordem do dia, e a tendência, é para se manter infelizmente.
No decorrer dos tempos, tenho vindo a notar uma perda de valores acentuada, lembro-me de meus pais ensinarem-me uma lista de palavras chave:
- bom dia/tarde/noite, por favor, obrigada, desculpa.
Mais do que isso ensinaram me que a educação é isso mesmo, educação, e sem ela é impossível não gerar problemas, ou fricções, lembro-me quando eu era miúda, havia o cuidado de cumprimentar quem passava na rua, havia uma certa delicadeza, e a tão por mim prezada e supramencionada...
Perdeu-se, sim, de facto a geração mais nova não o faz, mas foram educados por quem? Por uma outra geração que actualmente colocou os ditos valores numa casa de penhores, procuro justificar, o porque desta alteração de comportamento quando o tempo que se perde por o ter, é exactamente o mesmo, e os benefícios inerentes são mais que muitos, numa altura onde todos passam por privações e provações, não julgo que isso seja motivo para se destratar alguém, ou não se ser educado, as pessoas tornaram-se egoístas, egocêntricas, pouco cuidadosas, exigentes com com o que não devem, que quase passa por prejudicar sempre 3s.
O conflito está na ordem do dia, e a tendência, é para se manter infelizmente.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Ser adulto
Ser adulto, é sem dúvida responsabilidades
acrescidas, são vontades expressas, voz activa, (ou não) e o acatar
desse facto, é não ter tempo essencialmente para nós, para os nossos, os
que não o são (ou seja todos) mas que amamos, ser adulto, é resignar-nos a um comportamento social bem aceite, e tudo o que é inerente, é
lutar para obter alguma coisa, e essa coisa, por norma bem estático,
mecaniza toda a vida em diante...
Quem diz bens, diz posteriormente família, etc.., etc...
Evidentemente, depois esse motor de busca passa a ser realmente o mais importante, e por ele, tenta se trabalhar mais, para um conforto e segurança maior... Mas não se deixa de estar ausente, não se deixa de perder os melhores anos da nossa vida, (e estou a pensar unicamente quando há não descendentes), alargam-se laços, até o nó se desfazer, aprendemos que afinal, a importância de certa pessoa, já não a tem no presente, a vida torna-se uma espécie de ciclos constantes, repetições... Rotina, chamam-lhe...
Vive se para o trabalho porque é uma necessidade... Uma moeda com duas faces... Ora se tem a oportunidade de construir algo material, ora se pode destruir o pessoal, família, amigos...
Principalmente se a nossa vida é um relógio, ao contrário de todos... Ser adulto de facto não é interessante, é triste... É solitário... Mas apesar de tudo, hoje estou feliz, porque ao parar um pouco, deparo-me que existe alguém, por muito que a distância seja um factor constante, e o contacto seja por vezes não tão frequente, o que une é tão forte, esta energia é tão boa, que tudo permanece igual, na mesma prateleira, da mesma maneira...
Hoje foi dia de limpar o pó, voltar a colocar no mesmo sítio... No coração!
Quem diz bens, diz posteriormente família, etc.., etc...
Evidentemente, depois esse motor de busca passa a ser realmente o mais importante, e por ele, tenta se trabalhar mais, para um conforto e segurança maior... Mas não se deixa de estar ausente, não se deixa de perder os melhores anos da nossa vida, (e estou a pensar unicamente quando há não descendentes), alargam-se laços, até o nó se desfazer, aprendemos que afinal, a importância de certa pessoa, já não a tem no presente, a vida torna-se uma espécie de ciclos constantes, repetições... Rotina, chamam-lhe...
Vive se para o trabalho porque é uma necessidade... Uma moeda com duas faces... Ora se tem a oportunidade de construir algo material, ora se pode destruir o pessoal, família, amigos...
Principalmente se a nossa vida é um relógio, ao contrário de todos... Ser adulto de facto não é interessante, é triste... É solitário... Mas apesar de tudo, hoje estou feliz, porque ao parar um pouco, deparo-me que existe alguém, por muito que a distância seja um factor constante, e o contacto seja por vezes não tão frequente, o que une é tão forte, esta energia é tão boa, que tudo permanece igual, na mesma prateleira, da mesma maneira...
Hoje foi dia de limpar o pó, voltar a colocar no mesmo sítio... No coração!
Anjo da morte
Hoje faz 4 anos, que tenho o coração vestido
de negro, que me debato todos os dias entre a emoção, a saudade, a fé, e
todos os anos é um tormento este dia, estou triste, estou irritada,
pela tua falta, por não me teres dado mais tempo para ser mais filha, e
melhor, de não estares aqui para me dares aquele abraço, o cheiro da
segurança, hoje estou cansada de apenas sentir a tua presença e não te
ver, não te sentir quente, invés disso,
hoje perco me na ausência de fé, de justificações escondidas pela
necessidade do ser humano em justificar a sua existência.
Sim Pai! Estou chateada!
Com a vida, porque retira me quem me incondicionalmente amou e protegeu (o conceito de família deveria ser esse naturalmente) e deixa me à mercê de pessoas maldosas, sobre mais uma justificação que será para "aprendizagem futura".
Não consigo, nem consigo aceitar, nem tenho estômago! Optaria de bom agrado, nessa matéria ser ignorante, e ter te aqui um pouco mais... Não percebo porque a aprendizagem tem que ser um elo com o sofrimento. Hoje não consigo Pai, não suporto as frases típicas, secam me a boca, calam me o espírito, faz me ter pena de quem as dizem... Porque não têm noção de quando um silêncio valeria de consolo...
Ou quão ventosas as mesmas se tornam...
Mas não me vergo, honro te todos os dias sendo a mulher forte, dando jus ao sangue que me calcorreia nas veias... E porque sou a continuidade de ti.
Sim Pai! Estou chateada!
Com a vida, porque retira me quem me incondicionalmente amou e protegeu (o conceito de família deveria ser esse naturalmente) e deixa me à mercê de pessoas maldosas, sobre mais uma justificação que será para "aprendizagem futura".
Não consigo, nem consigo aceitar, nem tenho estômago! Optaria de bom agrado, nessa matéria ser ignorante, e ter te aqui um pouco mais... Não percebo porque a aprendizagem tem que ser um elo com o sofrimento. Hoje não consigo Pai, não suporto as frases típicas, secam me a boca, calam me o espírito, faz me ter pena de quem as dizem... Porque não têm noção de quando um silêncio valeria de consolo...
Ou quão ventosas as mesmas se tornam...
Mas não me vergo, honro te todos os dias sendo a mulher forte, dando jus ao sangue que me calcorreia nas veias... E porque sou a continuidade de ti.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
S. Valentim
Obviamente que todo o dia que homenageia algo,
tem o seu lado comercial, as montras enchem-se de figuras alusivas, e
tudo é uma desculpa ao comercio... Estará assim tão errado??
Ora se bem me lembro, temos vários dias num ano alusivos a algo especial, considero eu homenagem e não uma desculpa para oferecer, ou correr para uma loja feita louca... Natal, dia se S Valentim, dia do Pai, da criança, dia da mulher, da mãe...
Faz-me um pouco de confusão as pessoas e de um modo geral, apenas se agarrarem à ideia cliché de que por haver um dia especifico, as pessoas no restante ano não se lembram da mãe, do pai, da criança, do namorado(a)... Ou até do menino Jesus...
E principalmente por essas mesmas homenagens serem sobre algo positivo... bom... inspirador... Então pergunto-me... e dia 1 de Janeiro??? saem á rua para celebrar o fim o ano de um calendário mundialmente aceite quando nem se nasceu no próprio dia... faz sentido?? para mim não... mas sabe bem toda a energia canalizada? claro que sabe... pois uma comemoração em massa é exactamente isso... uma nascente de optimismo, de celebração, de sentimentos positivos que desaguam na nossa vida em determinado momento.
Deixo-vos com a história que nem todos conhecem sobre dia de S. Valentim, que como qualquer história de amor tem que ser trágica... também esta tem este mesmo componente.
"O bispo Valentim lutou contra as ordens do imperador Cláudio II, que havia proibido o casamento durante as guerras acreditando que os solteiros eram melhores combatentes.
Além de continuar celebrando casamentos, ele se casou secretamente, apesar da proibição do imperador. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens lhe enviavam flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam no amor. Enquanto aguardava na prisão o cumprimento da sua sentença, ele se apaixonou pela filha cega de um carcereiro e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão. Antes da execução, Valentim escreveu uma mensagem de adeus para ela, na qual assinava como “Seu Namorado” ou “De seu Valentim”."
Ora se bem me lembro, temos vários dias num ano alusivos a algo especial, considero eu homenagem e não uma desculpa para oferecer, ou correr para uma loja feita louca... Natal, dia se S Valentim, dia do Pai, da criança, dia da mulher, da mãe...
Faz-me um pouco de confusão as pessoas e de um modo geral, apenas se agarrarem à ideia cliché de que por haver um dia especifico, as pessoas no restante ano não se lembram da mãe, do pai, da criança, do namorado(a)... Ou até do menino Jesus...
E principalmente por essas mesmas homenagens serem sobre algo positivo... bom... inspirador... Então pergunto-me... e dia 1 de Janeiro??? saem á rua para celebrar o fim o ano de um calendário mundialmente aceite quando nem se nasceu no próprio dia... faz sentido?? para mim não... mas sabe bem toda a energia canalizada? claro que sabe... pois uma comemoração em massa é exactamente isso... uma nascente de optimismo, de celebração, de sentimentos positivos que desaguam na nossa vida em determinado momento.
Deixo-vos com a história que nem todos conhecem sobre dia de S. Valentim, que como qualquer história de amor tem que ser trágica... também esta tem este mesmo componente.
"O bispo Valentim lutou contra as ordens do imperador Cláudio II, que havia proibido o casamento durante as guerras acreditando que os solteiros eram melhores combatentes.
Além de continuar celebrando casamentos, ele se casou secretamente, apesar da proibição do imperador. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens lhe enviavam flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam no amor. Enquanto aguardava na prisão o cumprimento da sua sentença, ele se apaixonou pela filha cega de um carcereiro e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão. Antes da execução, Valentim escreveu uma mensagem de adeus para ela, na qual assinava como “Seu Namorado” ou “De seu Valentim”."
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Queridos que insistem no cheiro a cavalo
Começo por deslindar o termo, ora desde sempre ouvi e vi de uma forma um tanto primata, certos homens a baterem no peito, numa interpretação momentânea do tarzan, a afirmarem que fazem parte deste restrito grupo denominado por "machos". Ora dizem os machos, e devido talvez no mundo animal, esta ser a denominação para "o que cobre a burra" que estes querem se a cheirar a cavalo, com o decorrer dos anos, "os que cobrem as burras" assumiram esta máxima algo semelhante ao querer se os homens a cheirar-se a bela da transpiração, como se esta fosse algo com um poder de atração\erótico enorme, e as fizessem cair aos seus pés! Têm razão! Elas caem aos pés com certeza! Isto pq é impossível suster a respiração por tempo indeterminado!
Em pleno século XXI é demasiado triste que ainda existam pessoas com esta mentalidade, e que teimam em coleccionar cavalos mortos nas axilas!
Isto do cheirar a cavalo, nada mais é do que apenas uma força de expressão do passado, onde se dizia que o homem queria se a cheirar aos ditos poqueq ainda hoje implica uma certa e confortável condição económica para os manter. Portanto, vamos lá lavar o sovaquinho, e continuar a cobrir a burra...
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