Ser adulto, é sem dúvida responsabilidades
acrescidas, são vontades expressas, voz activa, (ou não) e o acatar
desse facto, é não ter tempo essencialmente para nós, para os nossos, os
que não o são (ou seja todos) mas que amamos, ser adulto, é resignar-nos a um comportamento social bem aceite, e tudo o que é inerente, é
lutar para obter alguma coisa, e essa coisa, por norma bem estático,
mecaniza toda a vida em diante...
Quem
diz bens, diz posteriormente família, etc.., etc...
Evidentemente,
depois esse motor de busca passa a ser realmente o mais importante, e
por ele, tenta se trabalhar mais, para um conforto e segurança maior...
Mas não se deixa de estar ausente, não se deixa de perder os melhores
anos da nossa vida, (e estou a pensar unicamente quando há não
descendentes), alargam-se laços, até o nó se desfazer, aprendemos que
afinal, a importância de certa pessoa, já não a tem no presente, a vida
torna-se uma espécie de ciclos constantes, repetições... Rotina,
chamam-lhe...
Vive se para o trabalho porque é uma necessidade... Uma moeda
com duas faces... Ora se tem a oportunidade de construir algo material,
ora se pode destruir o pessoal, família, amigos...
Principalmente se a
nossa vida é um relógio, ao contrário de todos... Ser adulto de facto
não é interessante, é triste... É solitário... Mas apesar de tudo, hoje
estou feliz, porque ao parar um pouco, deparo-me que existe alguém, por
muito que a distância seja um factor constante, e o contacto seja por
vezes não tão frequente, o que une é tão forte, esta energia é tão
boa, que tudo permanece igual, na mesma prateleira, da mesma maneira...
Hoje foi dia de limpar o pó, voltar a colocar no mesmo sítio... No
coração!

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