quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Ser adulto

Ser adulto, é sem dúvida responsabilidades acrescidas, são vontades expressas, voz activa, (ou não) e o acatar desse facto, é não ter tempo essencialmente para nós, para os nossos, os que não o são (ou seja todos) mas que amamos, ser adulto, é resignar-nos a um comportamento social bem aceite, e tudo o que é inerente, é lutar para obter alguma coisa, e essa coisa, por norma bem estático, mecaniza toda a vida em diante... 
Quem diz bens, diz posteriormente família, etc.., etc... 
Evidentemente, depois esse motor de busca passa a ser realmente o mais importante, e por ele, tenta se trabalhar mais, para um conforto e segurança maior... Mas não se deixa de estar ausente, não se deixa de perder os melhores anos da nossa vida, (e estou a pensar unicamente quando há não descendentes), alargam-se laços, até o nó se desfazer, aprendemos que afinal, a importância de certa pessoa, já não a tem no presente, a vida torna-se uma espécie de ciclos constantes, repetições... Rotina, chamam-lhe... 
Vive se para o trabalho porque é uma necessidade... Uma moeda com duas faces... Ora se tem a oportunidade de construir algo material, ora se pode destruir o pessoal, família, amigos... 
Principalmente se a nossa vida é um relógio, ao contrário de todos... Ser adulto de facto não é interessante, é triste... É solitário... Mas apesar de tudo, hoje estou feliz, porque ao parar um pouco, deparo-me que existe alguém, por muito que a distância seja um factor constante, e o contacto seja por vezes não tão frequente, o que une é tão forte, esta energia é tão boa, que tudo permanece igual, na mesma prateleira, da mesma maneira... 
Hoje foi dia de limpar o pó, voltar a colocar no mesmo sítio... No coração!

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