quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Anjo da morte

Hoje faz 4 anos, que tenho o coração vestido de negro, que me debato todos os dias entre a emoção, a saudade, a fé, e todos os anos é um tormento este dia, estou triste, estou irritada, pela tua falta, por não me teres dado mais tempo para ser mais filha, e melhor, de não estares aqui para me dares aquele abraço, o cheiro da segurança, hoje estou cansada de apenas sentir a tua presença e não te ver, não te sentir quente, invés disso, hoje perco me na ausência de fé, de justificações escondidas pela necessidade do ser humano em justificar a sua existência. 
Sim Pai! Estou chateada! 
Com a vida, porque retira me quem me incondicionalmente amou e protegeu (o conceito de família deveria ser esse naturalmente) e deixa me à mercê de pessoas maldosas, sobre mais uma justificação que será para "aprendizagem futura". 
Não consigo, nem consigo aceitar, nem tenho estômago! Optaria de bom agrado, nessa matéria ser ignorante, e ter te aqui um pouco mais... Não percebo porque a aprendizagem tem que ser um elo com o sofrimento. Hoje não consigo Pai, não suporto as frases típicas, secam me a boca, calam me o espírito, faz me ter pena de quem as dizem... Porque não têm noção de quando um silêncio valeria de consolo... 
Ou quão ventosas as mesmas se tornam... 
Mas não me vergo, honro te todos os dias sendo a mulher forte, dando jus ao sangue que me calcorreia nas veias... E porque sou a continuidade de ti.

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